Procedimentos na Escola em caso de suspeita de Abuso Sexual

Procedimentos na Escola em caso de suspeita de Abuso Sexual

Ao investigar situações suspeitas de pedofilia ou abuso sexual contra aluno siga estes cuidados especiais:

–       Não revele a suspeita para a vítima ou sua família. Se houver dúvidas sobre o comportamento da família da vítima, não revele a suspeita para os pais ou responsáveis, até que se constate seu real interesse na proteção da criança.

–       Somente converse sobre a suspeita com pessoas que vão cuidar do caso. Infelizmente, muitas pessoas comentam sobre o caso de abuso com amigos e familiares e expõe a intimidade da vítima e sua família. É um novo abuso que a criança sofre, ao ter sua intimidade exposta a terceiros.

–       Mulheres são melhores investigadoras do que homens. É sempre aconselhável que uma mulher investigue casos de abusos contra crianças, pois há melhor empatia das vítimas com mulheres (lembre-se que o abusador, na maioria dos casos, é um homem)

–       Procure o auxílio de pessoas competentes e confiáveis. As autoridades (conselheiro tutelar, delegado de polícia, promotor de justiça) podem ser um bom conselheiro em casos suspeitos. Se você ainda não tiver confiança na autoridade, não mencione os dados do caso real, apenas apresente os fatos, sem dar nomes ou identificar as pessoas. Lembre-se a situação ainda está sendo investigada, e a suspeita pode não se confirmar. É preciso ter cuidado para não acusar injustamente uma pessoa inocente. O fundamental é proteger a criança ou adolescente da situação de risco.

–       Não acuse suspeitos ao encaminhar o caso às autoridades. Ao encaminhar uma situação de abuso às autoridades, a ênfase deve ser dada à situação de risco da criança ou adolescente e às provas ou indícios obtidos: marcas no corpo, alterações no comportamento, depoimento da vítima ou testemunhas, imagens ou fotos, etc.. Não aconselho acusar prováveis suspeitos, especialmente por escrito, pois esta função é das autoridades (polícia, ministério público). Agindo assim, quem encaminha o caso fica melhor protegido, em especial, contra retaliações dos envolvidos.

–       Atuação em caso de emergência. Caso de emergência é aquele em que há um sério risco de que criança ou adolescente possa sofrer (ou estar sofrendo) abuso sexual.

Caso real – A adolescente de 17 anos narrou para a professora haver sido vítima de abuso sexual praticado por seu pai biológico, há 2 anos. Revoltada, decidiu denunciar o genitor porque agora ele estava assediando a irmã mais nova, de 11 anos de idade. A mãe confirmou as declarações da adolescente.

Neste caso real, diante dos elementos de prova e indícios obtidos, havia uma forte suspeita de que a criança poderia sofrer abuso se permanecesse na companhia do pai. Em casos assim, é necessário buscar o auxílio das autoridades (conselho tutelar, delegado de polícia ou promotor de justiça) para uma imediata intervenção.

Quando as autoridades não se interessarem pelo caso, ou houver uma demora na intervenção, é possível tomar algumas atitudes muito eficazes.

No caso mencionado, a atitude inicial foi proteger a criança, apresentando uma desculpa para sua permanência com tios com quem estivera no final de semana. Ao mesmo tempo, buscamos o auxílio de conselheiro tutelar interessado, que acompanhou a família nos contatos com a polícia.

 

Imprimir Post

3 Comentários

  1. Olda
    junho 01, 14:34 Resposta

    É uma informação muito importante, pois geralmente nestes casos de suspeitos não sabemos como proceder mediante várias situações! Obrigada!

Deixe seu Comentário